Observatório de Bioética Social – Grupo de Pesquisa BIOPSYS
  • Aplicativos para Energias Sustentáveis

    Publicado em 24/01/2017 às 18:11

    https://energydata.info/

    World Bank launches online solar mapping tool

    http://www.climateactionprogramme.org/


  • A Energia DO FUTURO – EXPO ASTANA 2017

    Publicado em 23/01/2017 às 14:46

    Congresso de Energia – http://wsec.kz/?cat=78

    Expo ASTANA 2017 – https://expo2017astana.com/en/


  • Empresas que também estão mudando a forma como você usa energia elétrica

    Publicado em 23/11/2016 às 1:02

    http://www.pagueverde.eco.br/index.php/2016/08/01/5-empresas-que-tambem-estao-mudando-forma-como-voce-usa-energia-eletrica/

    http://www.pagueverde.eco.br/

    http://www.casaleve.com.br/

    O Pague Verde é o  programa de relacionamentos para o usuário consciente de energia elétrica e nosso principal objetivo é mudar completamente a forma como você usa este recurso ao longo do seu dia. Apesar do pioneirismo, claro, não estamos sozinhos: startups no mundo todo estão desenvolvendo tecnologias e novos modelos de negócios que possuem como principal objetivo inserir cada vez mais o usuário final de energia nesta rede, revolucionando a forma como este mercado está estruturado.

    Pensando nisso, resolvemos trazer para vocês alguns participantes desta turma. São empresas e startups que estão mudando completamente este mercado e oferecendo novas alternativas para o suprimento de energia elétrica ao usuário final. Confiram:

    Solar city logo

    (i) a Solarcity e a Vivint são pioneiras em vender a energia gerada por painéis solares como prestação de serviço. As empresas instalam os painéis na casa do consumidor sem custos, utilizando um modelo de comodato, e garantem que a energia gerada pelos seus painéis é mais barata que a energia fornecida pela distribuidora. Neste cenário, elas operam como uma “distribuidora de energia solar fotovoltaica”, mudando a distribuição de energia para a distribuição de sistemas de geração de energia limpa ao longo da rede.

    Mosaic logo1

    (ii) a Mosaic é um marketplace que une investidores privados interessados em financiar projetos de energia solar distribuída. A empresa funciona como um crowdfunding e investe os recursos obtidos em projetos de geração em escolas e estacionamentos, garantindo aos seus investidores taxas de retorno superiores a muitas aplicações financeiras disponíveis na atualidade;

    yeloha 1

    (iii) a Yeloha chega ao mercado com o seguinte lema: “você não precisa mais de um telhado para se conectar à energia solar”. Este é um marketplace que conecta usuários que possuem uma boa área disponível para instalação, mas não possuem recursos financeiros, com usuários que não possuem área alguma, mas dispõem do recurso financeiro para tal. Nesta plataforma, o usuário-investidor viabiliza a instalação do sistema na casa do usuário-gerador e, como contrapartida, destina para ele parte da energia gerada pela disponibilização do espaço.

    A startup tem passado por alguns contratempos e possivelmente deixe de operar até o final do ano, mas deixamos ela na lista pela proposta inovadora e pelo modelo interessante de distribuição de sistemas de geração.

    vandebron logo

    (iv) A Vandebron é uma das startups que estão mais avançadas na revolução este mercado ao possibilitar aos usuários a compra e venda de energia entre si, sem qualquer intermédio da distribuidora local. Por meio da plataforma, qualquer usuário pode acessar, comparar o preço de energia de diferentes produtores, conhecer a sua história e tomar decisões de compra da energia que será utilizada por um determinado período. Além disso, a plataforma viabiliza a relação direta entre o consumidor e o produtor, permitindo uma maior conexão interpessoal entre os dois lados do processo, o que, aliás, é premissa da economia do compartilhamento. O negócio é celebrado na própria plataforma, sem interferência de qualquer agente.

    Transactive Grid logo

    (v) A Transactive Grid e a Grid Singularity dão um passo à frente e propõem uma revolução maior ainda através de um novo tipo de mercado de energia, operado estritamente por consumidores. Estas startups desenvolveram uma tecnologia que permite a compra e venda de energia por vizinhos, evitando a necessidade de uma autoridade central como as distribuidoras de energia (ou até a plataforma da Vanderbron) por ser construído sobre uma tecnologia chamada blockchain. blockchainfoi inicialmente concebido para dar suporte à moeda bitcoin e visa dar segurança através da criptografia de listas de transações. Neste cenário, conseguiriamos realmente transacionar a energia gerada e consumida por usuários de forma independente, sendo que a própria rede seria responsável pela gestão e controle da troca do recurso.

    SolarCoin logo

    (vi) A SolarCoin, por sua vez, utiliza a tecnologia do blockchain para criar a primeira crowdfunded feed-in tariff do mercado de energia. Chamamos de feed-in tariff a tarifa paga para os usuários pelo excedente de energia elétrica gerada através de um sistema de microgeração. Esta startup  remunera pessoas com uma moeda digital alternativa por gerar energia solar, uma moeda para cada 1MWhr de geração solar. Com a circulação da moeda, usuários passarão a, efetivamente, dar incentivos uns aos outros usuários pela geração através de fonte solar, o que é uma enorme quebra de paradigma.

    Empresa bônus

    É difícil falar de modelos inovadores para o mercado de energia sem falar da Tesla, que talvez seja o maior exemplo de inovação no desenvolvimento de tecnologias para este novo mercado, sendo a pioneira no desenvolvimento de Carros Elétricos e sistemas residencias de armazenamento de energia que funcionam acoplados a sistemas de geração solar.

    Tesla

    Além da espetacular tecnologia de armazenamento de energia elétrica dos carros, um dos principais valores da Tesla está na proposta de uma experiência completa e integrada de uso da energia através dos carros elétricos e das baterias residenciais, em um custo acessível para a grande maioria das pessoas. O objetivo da companhia é fazer com que esta experiência seja realmente popular, promovendo uma real guerra contra a base energética sustentada por combustíveis fósseis, como o próprio CEO Elon Musk gosta bastante de dizer.

    Recentemente, anúncios feitos pela empresa nos faz acreditar que esta experiência será cada vez mais completa. A empresa anunciou recentemente o interesse na compra da Solarcity, que já uma grande parceira e que não só utiliza as baterias da marca nas suas instalações como também promove o fornecimento de energia nas estações de recarga para os carros elétricos. Além disso, recentemente, o CEO Elon Musk lançou a segunda parte do seu plano, que mostra de maneira clara a intenção de não só construir carros esportivos, mas também levar e energia elétrica para transportes de massa, o que representaria uma revolução sem precedentes.

    [NOTA NERD] O atual CEO da Tesla, Elon Musk, já é um dos maiores acionistas da Solar City e tem como objetivo integrar todo o processo de disponibilização da energia solar com as tecnologias da Tesla, o que ficou claro com a sua declaração de interesse de compra da empresa. Esta situação acabou resultando em um fato interessante, já que ele estaria comprando a própria empresa para realizar o feito.


  • Gigantes da tecnologia usam energia eólica para abastecer seus centros de dados

    Publicado em 15/11/2016 às 18:23

    https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2014/12/gigantes-da-tecnologia-usam-energia-eolica-para-abastecer-seus-centros-de-dados/24982

    Por Caroline M., da Energio Nordeste – Google, Microsoft e Yahoo tem uma coisa em comum além de serem gigantes da tecnologia. As três empresas já investem em energia limpa e renovável comprando energia eólica para abastecer seus centros de dados espalhados pelos Estados Unidos.

    Com o objetivo de garantir uma fonte segura e limpa de energia a um preço combinado por um período extenso, as empresas viram no setor de energia renovável uma maneira de evitar a volatilidade dos valores por companhias de outras fontes de energia.

    A empresa de energia OwnEnergy é responsável pelo abastecimento da Yahoo, que a partir de agora terá aparte da sua energia vinda dos campos eólicos das Grandes Planícies. A Microsoft adquiriu energia eólica para abastecer seus centros de dados nos estados do Texas e Illinois.

    Já o Google, tido como empresa de tecnologia líder no consumo de energia limpa, certou com empresas dos Estados americanos de Iowa, Oklahoma e Texas. A empresa afirma que adquire cerca de mil megawatts de energia eólica renovável para abastecer os seus centros de dados.

    Fonte: Energio Nordeste


  • “Crítica à economia verde”

    Publicado em 04/11/2016 às 15:08

    http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/um-olhar-diferente-sobre-economia-verde.html

    Quinta-feira, 03/11/2016, às 19:58, por Amelia Gonzalez

    Um olhar diferente sobre a economia verde

    No coração do conceito de economia verde, que começou a ser difundido depois da Rio+20, em 2012, está a antiga promessa da velha economia: “Nós podemos mudar de direção e tudo vai dar certo”.  Mas, há tempos temos percebido que as promessas de um mundo melhor têm resultado em pouca coisa, pelo menos para o pessoal do pé da pirâmide, já que apenas cerca de 20% de pessoas das classes sociais mais altas podem viver bem, consumir e produzir.  E que a tarefa de buscar um estilo de vida e um sistema econômico mais igualitários é muito mais árdua do que pode parecer. Portanto, estamos num momento de meter a mão na massa, de parar de ter esperanças vãs. A inovação tecnológica, tão propagada pelos que pregam a cartilha da economia verde, está cometendo “novos pecados verdes”. E não há, nessa teoria, qualquer reflexão sobre desigualdade social, sobre o bem-estar dos humanos.

    Este é o tom do livro “Crítica à economia verde” , escrito por Thomas Fatheuer, Lili Fuhr e Barbara Unmübig, que acaba de ser lançado pela Fundação Heinrich Böll Stiftung.  A ideia é lançar luzes e refletir sobre um tema que, querendo ou não, tornou-se controverso à medida que não responde a algumas perguntas necessárias e oferece respostas rápidas demais, sempre tendo a tecnologia como uma espécie de varinha de condão mágica para resolver as questões que se atravancam no nosso dia a dia por conta das mudanças do clima.

    “As políticas de justiça e redistribuição passíveis de conter a pobreza e a fome precisam ser inseridas nos limites planetários e em processos democráticos”, alertam os autores, para quem o Acordo de Paris conseguido na 21ª Conferência do Clima em dezembro do ano passado, apesar de ter sido um avanço histórico, dificilmente responderá à “magnitude do desafio e às necessidades e pressões das pessoas que reivindicam um acordo global baseado na justiça climática”.

    Thomas, Lili e Barbara fazem uma espécie de varredura em vários tópicos que são abordados pela economia verde e desconstroem alguns deles com base em fatos, não em convicções.  Sobre o investimento em energias renováveis, por exemplo, eles lembram que a despeito das enormes taxas de crescimento desse tipo de inovação elas hoje não respondem nem por 10% da necessidade energética mundial, isso contando com as polêmicas usinas hidrelétricas.

    “Além disso, com a instalação de turbinas eólicas, módulos solares e o desenvolvimento de tecnologias de armazenamento, cresce também a necessidade de matérias-primas minerais e metálicas (por exemplo lítio, terras-raras, cobalto), o que, por sua vez, leva a crises sociais e ecológicas nos países ricos em matérias-primas (especialmente África, Ásia e América Latina). Afinal, as energias renováveis não são imateriais”.

    O problema persiste, se levarmos em conta que a migração para fontes de energia renováveis não implica automaticamente uma descentralização e na perda de poder de grandes corporações petroleiras, porque elas também estão investindo no setor. E mais: as grandes mineradoras também já estão investindo em parques eólicos e painéis de energia solar, “no caso das grandes represas, com consideráveis efeitos negativos sociais e ecológicos”.

    “Um mix de energia pobre em emissões não significa o fim da exploração dos seres humanos e da natureza’, sentencia o texto do livro.

    A ecologia é, acima de tudo, uma questão de justiça, lembram os autores. Nesse sentido, uma economia que pretende resolver questões ecológicas não poderia deixar de se importar com a desigualdade dentro das sociedades. Dados da organização Oxfam, dedicada a estudos sobre a desigualdade, dão conta de que de cada dez pessoas, sete vivem em países em que o abismo entre ricos e pobres hoje é maior do que há 30 anos. Ocorre que a desigualdade não é só de renda e propriedade, mas também de acesso aos recursos naturais.

    “Setenta e dois por cento de todas as unidades rurais do mundo são constituídas por menos de um hectare de terra, e apenas 2% das operações são realizadas em mais de 20 hectares, revela uma pesquisa feita pela própria Fundação Böll  .

    O maior paradoxo é que justamente os agricultores que mais precisam são os que menos recebem ajuda dos governos.

    São questões políticas, que dependem do envolvimento dessas grandes empresas de alimentos com parlamentares que podem criar leis que possam beneficiá-las. A economia verde não entra nessas questões. Assim como não faz perguntas que serão de importância relevante para se conseguir, de fato, alcançar uma mudança na ordem mundial.

    “A quem pertencem os recursos; quem regulamenta o acesso a eles, quem aproveita e quem lucra com o desenvolvimento sustentável? Essas são questões cruciais do presente e do futuro”, diz o texto.

    O grande equívoco da economia verde está em corrigir a falha do mercado com mais mercado. Não é tarefa nada fácil acertar a economia, contudo “o horizonte se estende muito além de uma economia mais eficiente e poupadora de recursos”.  Os autores chamam atenção para a “apreensão econômica da natureza como capital natural”, já que tal capital compreende “o estoque de bens aos quais pertencem também velhos conhecidos, como as matérias-primas, mas o crucial é que essa reserva presta serviços”.

    “O conceito de capital natural traz a natureza para as  dimensões da economia: a natureza pode e deve ser descrita e registrada com conceitos econômicos. A grande falha da economia tradicional era e é não conseguir fazer isso de maneira suficiente. A economia verde pretende solucionar isso tornando a natureza economicamente mais apreensível, ou seja, ela deve ser bem mais mensurável. ”

    Eis então o ponto mais polêmico, ou um dos mais polêmicos, do conceito de economia verde. É possível fazer isso de modo sistemático, como lembraram Robert Costanza e Herman Daly, ambos ecoeconomistas, em resposta a George Monbiot, colunista do “The Guardian” que fez críticas severas a essa monetização, classificando-a como “caminho neoliberal para a ruína”. Costanza e Daly, no entanto, fazem uma ressalva importante: “Essa determinação de valor é apenas uma parte indireta da tomada de decisão (dos empreendimentos), e não ocorre de maneira explícita”.

    “Melhor seria se abríssemos o jogo, por mais intrincado e deficiente que seja o procedimento”, dizem os dois.

    É a natureza que deveria ser integrada adequadamente à economia, e não o contrário. A discussão é rica, a reflexão vale a pena e vou voltar a ela no texto de amanhã.


  • Palestra no campus Araranguá examina o fenômeno de violência contra a mulher

    Publicado em 06/09/2016 às 23:21

    Nesta quinta-feira, 8 de setembro, o campus Araranguá da UFSC realizará a palestra “Examinando o fenômeno de violência contra a mulher e Recursos tecnológicos para sua proteção”. O evento, em comemoração aos 10 anos da Lei Maria da Penha, será ministrado pela chefe da Divisão de Políticas de Segurança Pública para os Grupos Vulneráveis (RS), delegada Sônia Maria Dall’Igna. A conferência abrirá o ciclo de palestras “Tecnologias e Educação em Direitos Humanos” e será aberta à comunidade em geral, com certificado para os participantes.

    Para receber o certificado, os interessados devem fazer a inscrição através do formulário. Mais informações podem ser obtidas no site,  pelo telefone (48) 3721-6250 ou e-mail: 


  • Geólogos buscam marcas para adotar oficialmente o Antropoceno

    Publicado em 29/08/2016 às 23:05

    http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/geologos-buscam-marcas-para-adotar-oficialmente-antropoceno-19997097

    por Cesar Baima

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/geologos-buscam-marcas-para-adotar-oficialmente-antropoceno-19997097#ixzz4ImFMUAtR
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  • Enfrentando o Anthropoceno – capitalismo fóssil e a crise no sistema da Terra”

    Publicado em 21/08/2016 às 18:51

    http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/

    Amelia Gonzalez

    A intenção do livro de Angus foi o que mais me atraiu para a leitura.  A virada de era, claramente um fenômeno causado  sobretudo pelo excessivo consumo de combustíveis fósseis, precisa ter um olhar sócio-ecológico, afirma o autor. A segunda parte do livro é inteiramente dedicada a essa discussão.  E, como só podia acontecer, o foco é o conflito entre crescimento e preservação.

     

    “Quando os líderes dos países ricos, o G20, se encontraram em Toronto em 2010, por unanimidade eles concordaram que sua prioridade era pavimentar um forte, sustentável e equilibrado crescimento.A palavra crescimento aparece 29 vezes na declaração final do encontro.Por  que, face à evidência massiva de que a constante expansão da produção e extração de recursos está nos matando, os governos e as empresas continuam a alimentar um crescimento descontrolado?”, pergunta-se Angus.

     

    Para nossa espécie, o suficiente nunca é suficiente.Estamos querendo sempre obter mais coisas, de preferência com menos trabalho. Essa constatação cria em alguns especialistas a falsa impressão de que o problema do planeta é a quantidade de pessoas que hoje o habitam.  No entanto, como o próprio Angus comprova em outro livro – “Too Many People?” –escrito com Simon Butler,  – o fato de que países com alta taxa de nascimentos geralmente têm os menores padrões de vida e produzem menos poluição fatalmente desconstrói o medo da “super população”.  E tem mais, alerta Angus: se os 3 bilhões de pessoas mais pobres do planeta desaparecessem de uma hora para outra não haveria redução alguma na contínua destruição ambiental.

     

    Fato é, lembra o autor, que o sistema capitalista precisa de crescimento para sobreviver.  Se, milênios atrás, quando não havia espaço ou necessidade de crescimento econômico, quase toda a produção era para uso, sob este regime econômico a maioria da produção é para troca:

     

    “O capital explora o trabalho e a natureza para produzir bens que podem ser vendidos por mais do que o custo de produção, a fim de acumular mais capital. E o processo se repete. A ideologia do crescimento não causa acumulação, mas a justifica”, escreve o autor.

     

    Ian Angus também descreve o comportamento paradoxal  dos executivos das grandes empresas. Se perguntar a qualquer um, da Exxon, Shell ou Volkswagen, eles dirão que querem um futuro sustentável para seus filhos e netos. No entanto, quando estão atrás de suas mesas de trabalho, quem ganha é o capital e é a ele que terão que prestar contas.

     

    “Sendo assim, quando apresentam a eles uma escolha entre proteger o futuro da humanidade e maximizar o lucro, eles escolherão o lucro.  Se a blindagem falha ou se ele ou ela tem um ataque de consciência, não vai durar muito no cargo”, profetiza.

     

    Não se trata de vilanizar executivos.É assim, ou melhor, tem sido assim o sistema econômico:  se nada parar o capital, ele vai tentar se expandir indefinidamente.  Mas acontece que, para isso, vai precisar de recursos naturais. E eles não são infinitos.  Como também demonstrou o antropólogo norte-americano David Harvey, “uma economia capitalista com crescimento-zero é uma contradição, não pode existir”.  Eis aí, portanto, a raiz das causas que provocam a crise ambiental.

     

    Um exemplo do que se está dizendo pode ser facilmente encontrado no agronegócio:  em vez de plantar e colher alimentos para uso, eles o fazem para vender e lucrar.

     

    Claro está que Ian Angus apostanum outro regime como a chave para se sair dessa situação crônica e recorrente.  No entanto, não será uma revolução ecológica que não seja socialista, tampouco uma revolução socialista que não seja ecológica.

     

    “Devemos ser pluralistas e abrir possibilidades para diferentes visões dentro da chamada ‘esquerda verde’.  Tem sido muito dito que as pessoas  dos países do Hemisfério Sul e os indígenas que vivem em todos os lugares são as primeiras vítimas das mudanças climáticas e outras formas de destruição do meio ambiente. O que não é dito, mas é muito mais importante dizer, é que os primeiros criminosos ambientais são os ‘nossos’ capitalistas do Norte. Isso põe uma responsabilidade especial nos ecosocialistas dos países ricos para combater as políticas de nossos governantes e das corporações baseadas em nossos países”,  escreve Ian Agnus.

     

    O autor acredita que somente uma oposição de massa feita por pessoas bem informadas é que poderá trazer alguma mudança no cenário.  Para ele, é importante espalhar os lemas: “Deixe o óleo no solo, deixe o carvão no buraco, deixe a areia betuminosa na terra”.  É disso que se trata, acredita ele, quando se fala sobre o sentido de fazer política. “O objetivo da política é agir, mas agir com efeito”.  É a única maneira de ser protagonista, não meramente um espectador na vida.

     

    “Não é um exagero, nem uma mera suposição:  é a conclusão central de um dos mais amplos projetos científicos já realizados. Precisamos começar a pensar no nosso planeta de um modo inteiramente novo”.

     

    O livro merece reflexão.

     


  • Global Health & Innovation Conference – 2017

    Publicado em 04/08/2016 às 18:58

    http://www.uniteforsight.org/conference/

    The Global Health & Innovation Conference (#GHIC) is theworld’s leading and largest global health conference as well as the largest social entrepreneurship conference, with 2,200 professionals and students from all 50 states and more than 55 countries. This must-attend, thought-leading conference convenes leaders, changemakers, and participants from all sectors of global health, international development, and social entrepreneurship.

     


  • ETICA SOCIAL – Mudanças climáticas devem ser vistas como um problema social, diz cientista

    Publicado em 04/08/2016 às 18:55

    http://g1.globo.com/natureza/blog/nova-etica-social/post/mudancas-climaticas-devem-ser-vistas-como-um-problema-social-diz-cientista.html

    Acabo de ler um inquietante e muito razoável artigo na seção de Geociência da revista “Nature”, e quero compartilhar com vocês. O texto me afetou porquefoca num ponto que há uns cinco anos venho refletindo a respeito: os cientistas do clima serão, de fato, a classe mais indicada para ditar regras sobre políticas para mudanças climáticas? Ou deveríamos deixar nas mãos de cientistas sociais e economistas, já que esses, sim, têm ferramentas adequadas para mostrar aos governantes quais caminhos devem ser tomados no sentido de minimizar os impactos que os eventos extremos já estão causando aos mais pobres?

     

    “Mudança climática como um problema social perverso” é o título do artigo de Reiner Grundmann, e começa traçando um interessante paralelo entre o buraco na camada de ozônio sobre o território da Antartica e as mudanças climáticas.Para quem não se lembra, em 1983 os pesquisadores científicos descobriram que o ozônio, espécie de escudo de proteção do planeta, estava com um mega buraco causado, principalmente, pela reação química dos clorofluorcarbonos (CFCs) com o ozônio. Os CFCs estavam presentes em aerossóis, ar-condicionados, geladeiras, espumas plásticas e solventes, produtos que se tornaram indispensáveis à civilização, sobretudo depois da II Guerra.

     

    Os líderes mundiais, preocupados, tomaram decisões, fizeram acordos, proibiram o CFC em diversos países. Seu uso foi diminuindo aos poucos, e hoje já está bem menor do que era há três ou quatro décadas. As estimativas dão conta de que a camada de ozônio deve se normalizar por volta de 2050.

     

    Ora, se deu certo na hora de fazer um acordo global contra a ameaça causada pelos CFCs, por que o prenúncio de sérios impactos causados pelos gases de efeito estufa geram resultados abaixo do esperado?

     

    Para o cientista alemão, a chave que pode levar a um caminho de resposta a esta pergunta é que, diferentemente do fenômeno do buraco da camada de ozônio, as mudanças climáticas não são um problema científico, mas social.É também um problema perverso que, em vez de ser solucionado,é negociado e  renegociadorepetidamente.

     

    “Se os cientistas sociais tivessem sido envolvidos no problema desde o início, este erro crucial em categorizar as mudanças climáticas teria sido evitado. As organizações ambientais e os especialistas envolvidos na elaboração de políticas para o enfrentamento das mudanças climáticas são, majoritariamente, treinadas em ciências naturais. Como tais, não têm um bom entendimento sobre a complexidade dos problemas sociais e sobre processos de mudanças políticas e culturais. Alguns cientistas sociais que destoam da maioria têm contra-argumentado por décadas, mas suas questões não têm sido levadas em conta. Muito das contribuições sociais neste setor têm vindo dos economistas, cujas experiências são focadas estreitamente em custo-benefícios e considerações sobre eficiência”, escreve Reiner Grundmann.

     

    O resultado disso é que a ciência foi vista como a principal responsável pela assinatura do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em 1987. Tratou-se de um acordo internacional que entrou em vigor em 01 de janeiro de 1989, assinado pelos países que fazem parte das Nações Unidas, impondo obrigações específicas e redução progressiva do uso das substâncias que destroem a camada de ozônio.As avaliações para o Protocolo foram feitas sob a chancela da Organização Meteorológica Mundial (WMO na sigla em inglês) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

     

    Talvez ainda na esteira dessa vitória, muitos acreditam que é fundamental levar em conta o consenso científico na hora de criar políticas para as questões climáticas e que há muita desinformação a esse respeito. Nesse sentido, as reportagens da grande mídia, que dão espaço aos céticos do clima porque precisam sempre ouvir “o outro lado” são consideradas um desserviço porque, em comparação com o senso comum, hoje propaladamente a favor dos cientistas que advertem para a ameaça do aquecimento global, eles ficam parecendo uma crítica mal direcionada.

     

    E como o conhecimento científico está sendo usado, equivocadamente na opinião do articulista, para fazer política, os oponentes acabam atacando a ciência. É uma lógica que só serve para distrair o foco real dos problemas, que está no social.

     

    “As políticas climáticas têm que ser resultado do progresso de decisões nas quais muitos elementos devem estar envolvidos, como por exemplo: custos e benefícios, aceitabilidade, a conveniência política”, escreve o autor.

     

    Mas, em vez disso, os problemas sociais prosseguem em busca de soluções.Aqueles que fazem as políticas sabem, tanto quanto a população em geral, que não há como zerá-los, mas as promessas são feitas, ouvidas, acatadas.Assim como também são seguidos a risco todos os cálculos de cientistas, às vezes com uma precisão desconfortante, revelando quanto de gelo perdemos e perderemos, quanto de águas os oceanos vão ganhar por conta disso, quanto de biodiversidade já não temos, e outros detalhes.

    A questão é que, segundo o cientista alemão, também as mudanças climáticas não terão um ponto final. Por isso é preciso que os cidadãos se preparem.

     

    “Não temos certezas de que conseguiremos resolver o problema. Há várias sugestões, que vão desde a implementação de usinas nucleares, o uso de várias fontes alternativas de energia, a transformação do nosso estilo de vida, a promoção do vegetarianismo, um imposto sobre carbono, a implementação de um sistema de comércio de emissões, projetos de geo-engenharia e até a abolição do capitalismo. Muitas dessas soluções, se implementadas, podem levar a mudanças mais catastróficas até do que o aquecimento global em si”, escreve Grundmann.

     

    O desafio, portanto, é grande. Mas a solução não pode ficar nas mãos dos cientistas naturais, e sim sociais, finaliza o autor. Ouso dizer que não há uma única solução, assim como não é possível deixar as políticas serem pensadas apenas por cientistas sociais e economistas. Os eventos extremos causados pelas mudanças climáticas exigem esforço conjunto e solidariedade. Anda em falta isso no mundo…